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Guia de Teoria

Harmonia Funcional

Como as notas de uma tonalidade se relacionam entre si — a base para entender como elas formam os acordes, como os acordes são usados em progressões, como criar as suas próprias e enxergar música de ouvido.

01A escala maior é o ponto de partida

Quase tudo na harmonia ocidental nasce da escala maior: sete notas escolhidas dentro das doze existentes, seguindo um padrão fixo de distâncias. Em Dó maior, essas notas são as sete teclas brancas do piano:

1
2
Mi
3
4
Sol
5
6
Si
7

Essa mesma escala serve para duas coisas ao mesmo tempo:

1. Formar melodias. Uma melodia é uma sequência de notas tocadas uma após a outra. Se você usar só as notas da escala, tudo soa "dentro do tom" — coerente e agradável ao ouvido.

2. Formar acordes. Um acorde é um conjunto de notas tocadas ao mesmo tempo. E o mais bonito: os acordes de uma música saem das mesmas sete notas da escala. Melodia e harmonia vêm da mesma fonte.

Cada nota da escala também recebe um número — o grau, escrito em algarismo romano (I a VII). É o grau, e não o nome da nota, que importa na teoria: assim a mesma ideia funciona em qualquer tom.

02Como se forma uma tríade

O acorde mais básico é a tríade: três notas. Para montá-la, usamos o empilhamento de terças — ou seja, partimos de uma nota e pulamos de duas em duas dentro da escala (uma nota sim, uma não).

Vamos formar a tríade de Dó. Começamos no Dó e pulamos alternadamente:

nota de base Fundamental — dá o nome ao acorde
pula o Ré → Mi Terça — define se o acorde é maior ou menor
pula o Fá → Sol Quinta — dá corpo e estabilidade

Dó + Mi + Sol formam o acorde de Dó maior (C). Repare que só usamos notas da própria escala e pulamos de duas em duas — essa é a regra da sobreposição de terças.

A distância entre a fundamental e a terça é que decide o "humor": se for uma terça maior (mais larga), o acorde é maior e soa alegre; se for menor (mais estreita), o acorde é menor e soa triste. Você não precisa medir nada — ao montar a tríade só com notas da escala, esse resultado já vem pronto.

03Achando todas as tríades da escala

Agora vem o truque: aplique a mesma regra — empilhar duas terças — começando de cada grau da escala. Cada nota vira a fundamental de uma tríade, sempre usando só as sete notas de Dó maior.

GrauEmpilhando terçasAcordeQualidade
IDó–Mi–SolCMaior
iiRé–Fá–LáDmMenor
iiiMi–Sol–SiEmMenor
IVFá–Lá–DóFMaior
VSol–Si–RéGMaior
viLá–Dó–MiAmMenor
vii°Si–Ré–FáBdimDiminuto

Esse conjunto de sete acordes é o campo harmônico da tonalidade — o "vocabulário" de acordes que soam bem juntos, porque todos vêm da mesma escala.

E surge um padrão que se repete em qualquer tom maior: os graus I, IV e V são maiores; ii, iii e vi são menores; e o vii é diminuto. Decorou esse padrão, sabe montar o campo harmônico de qualquer tonalidade — é só transpor.

04Funções tonais

Com os acordes em mãos, cada um assume um "papel" dentro da música. São três famílias, e é essa função — não a nota em si — que dá a sensação de "casa", "saída" ou "tensão pedindo resolução".

Tônica
I · vi · iii
Estabilidade. É onde a música "descansa" — o ponto de partida e de chegada.
Subdominante
IV · ii
Movimento. Afasta da tônica sem criar tensão forte — uma "saída" suave.
Dominante
V · vii°
Tensão. Pede resolução — o ouvido espera que volte pra tônica.

Uma progressão é basicamente uma viagem entre essas três famílias: sai da tônica, passa pela subdominante, cria tensão na dominante e resolve de volta. Esse ciclo T → SD → D → T é a espinha dorsal da harmonia ocidental.

05Cadências

Cadência é o "ponto final" (ou vírgula) de uma frase musical — a forma como ela resolve, ou propositalmente não resolve.

V → I
Cadência autêntica
A resolução mais forte e conclusiva que existe. Dominante puxando direto pra tônica — é o "ponto final" clássico.
IV → I
Cadência plagal
O "Amém" dos hinos religiosos. Mais suave que a autêntica, mas ainda soa como final.
I → V
Semicadência
Termina na dominante — soa como uma vírgula, não um ponto. Deixa o ouvido esperando continuação.
V → vi
Cadência de engano (interrompida)
O ouvido espera I, mas a música vai pro vi. Surpreende e adia a resolução — muito usada pra prolongar uma seção.

06Aplicando no Shapeboard

Bora colocar a mão no braço

Abre o Shapeboard, monta a escala maior do seu tom favorito e veja as tríades nascerem da sobreposição de terças.

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Theory Guide

Functional Harmony

How the notes of a key relate to each other — the foundation for understanding how they form chords, how chords are used in progressions, how to build your own, and how to hear music by ear.

01The major scale is the starting point

Almost everything in Western harmony is born from the major scale: seven notes chosen out of the twelve, following a fixed pattern of distances. In C major, those notes are the seven white keys of the piano:

C
1
D
2
E
3
F
4
G
5
A
6
B
7

That same scale does two things at once:

1. It forms melodies. A melody is a sequence of notes played one after another. If you use only the notes of the scale, everything sounds "in key" — coherent and pleasing to the ear.

2. It forms chords. A chord is a set of notes played at the same time. And here's the beautiful part: a song's chords come from the same seven notes of the scale. Melody and harmony share one source.

Each note of the scale also gets a number — its degree, written as a roman numeral (I to VII). It's the degree, not the note name, that matters in theory: that way the same idea works in any key.

02How a triad is built

The most basic chord is the triad: three notes. To build one, we stack thirds — that is, we start on a note and skip every other note within the scale (one note yes, one no).

Let's build the C triad. We start on C and skip alternately:

base note C Root — gives the chord its name
skip D → E Third — decides whether the chord is major or minor
skip F → G Fifth — gives body and stability

C + E + G form the C major (C) chord. Notice we only used notes from the scale itself and skipped every other one — that's the rule of stacking thirds.

The distance between the root and the third is what sets the "mood": if it's a major third (wider), the chord is major and sounds happy; if it's minor (narrower), the chord is minor and sounds sad. You don't need to measure anything — building the triad with scale notes only, that result comes out ready-made.

03Finding every triad in the scale

Now the trick: apply the same rule — stack two thirds — starting from each degree of the scale. Every note becomes the root of a triad, always using only the seven notes of C major.

DegreeStacking thirdsChordQuality
IC–E–GCMajor
iiD–F–ADmMinor
iiiE–G–BEmMinor
IVF–A–CFMajor
VG–B–DGMajor
viA–C–EAmMinor
vii°B–D–FBdimDiminished

That set of seven chords is the key's diatonic field — the chord "vocabulary" that sounds good together, because they all come from the same scale.

And a pattern emerges that repeats in any major key: degrees I, IV and V are major; ii, iii and vi are minor; and vii is diminished. Memorize that pattern and you can build the diatonic field of any key — just transpose.

04Tonal functions

With the chords in hand, each takes on a "role" in the music. There are three families, and it's that function — not the note itself — that creates the feeling of "home," "departure," or "tension wanting to resolve."

Tonic
I · vi · iii
Stability. Where the music "rests" — the starting and landing point.
Subdominant
IV · ii
Movement. Steps away from the tonic without strong tension — a smooth "departure."
Dominant
V · vii°
Tension. Asks for resolution — the ear expects it to pull back to the tonic.

A progression is basically a journey between these three families: leave the tonic, pass through the subdominant, build tension at the dominant, resolve back. That T → SD → D → T cycle is the backbone of Western harmony.

05Cadences

A cadence is the "period" (or comma) of a musical phrase — how it resolves, or deliberately doesn't.

V → I
Authentic cadence
The strongest, most conclusive resolution there is. Dominant pulling straight to tonic — the classic "full stop."
IV → I
Plagal cadence
The "Amen" cadence from hymns. Softer than the authentic, but still reads as an ending.
I → V
Half cadence
Ends on the dominant — sounds like a comma, not a period. Leaves the ear expecting more.
V → vi
Deceptive cadence
The ear expects I, but the music goes to vi instead. Surprises and delays resolution — great for extending a section.

06Applying it in Shapeboard

Let's get hands-on

Open Shapeboard, build the major scale of your favorite key, and watch triads emerge from stacked thirds.

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Guía de Teoría

Armonía Funcional

Cómo se relacionan entre sí las notas de una tonalidad — la base para entender cómo forman los acordes, cómo se usan los acordes en progresiones, cómo crear las tuyas y reconocer música de oído.

01La escala mayor es el punto de partida

Casi todo en la armonía occidental nace de la escala mayor: siete notas elegidas entre las doce existentes, siguiendo un patrón fijo de distancias. En Do mayor, esas notas son las siete teclas blancas del piano:

Do
1
Re
2
Mi
3
Fa
4
Sol
5
La
6
Si
7

Esa misma escala sirve para dos cosas a la vez:

1. Formar melodías. Una melodía es una secuencia de notas tocadas una tras otra. Si usas solo las notas de la escala, todo suena "dentro del tono" — coherente y agradable al oído.

2. Formar acordes. Un acorde es un conjunto de notas tocadas al mismo tiempo. Y lo más bello: los acordes de una canción salen de las mismas siete notas de la escala. Melodía y armonía vienen de la misma fuente.

Cada nota de la escala también recibe un número — el grado, escrito en número romano (I a VII). Es el grado, no el nombre de la nota, lo que importa en teoría: así la misma idea funciona en cualquier tono.

02Cómo se forma una tríada

El acorde más básico es la tríada: tres notas. Para armarla, apilamos terceras — es decir, partimos de una nota y saltamos de dos en dos dentro de la escala (una nota sí, una no).

Vamos a formar la tríada de Do. Empezamos en Do y saltamos alternadamente:

nota base Do Fundamental — da nombre al acorde
salta el Re → Mi Tercera — define si el acorde es mayor o menor
salta el Fa → Sol Quinta — da cuerpo y estabilidad

Do + Mi + Sol forman el acorde de Do mayor (C). Fíjate en que solo usamos notas de la propia escala y saltamos de dos en dos — esa es la regla del apilamiento de terceras.

La distancia entre la fundamental y la tercera es la que decide el "humor": si es una tercera mayor (más amplia), el acorde es mayor y suena alegre; si es menor (más estrecha), el acorde es menor y suena triste. No necesitas medir nada — al armar la tríada solo con notas de la escala, ese resultado ya viene dado.

03Encontrando todas las tríadas de la escala

Ahora el truco: aplica la misma regla — apilar dos terceras — empezando desde cada grado de la escala. Cada nota se convierte en la fundamental de una tríada, usando siempre solo las siete notas de Do mayor.

GradoApilando tercerasAcordeCalidad
IDo–Mi–SolCMayor
iiRe–Fa–LaDmMenor
iiiMi–Sol–SiEmMenor
IVFa–La–DoFMayor
VSol–Si–ReGMayor
viLa–Do–MiAmMenor
vii°Si–Re–FaBdimDisminuido

Ese conjunto de siete acordes es el campo armónico de la tonalidad — el "vocabulario" de acordes que suenan bien juntos, porque todos vienen de la misma escala.

Y surge un patrón que se repite en cualquier tono mayor: los grados I, IV y V son mayores; ii, iii y vi son menores; y el vii es disminuido. Memoriza ese patrón y sabrás armar el campo armónico de cualquier tonalidad — solo hay que transponer.

04Funciones tonales

Con los acordes en mano, cada uno asume un "papel" dentro de la música. Son tres familias, y es esa función — no la nota en sí — la que crea la sensación de "hogar", "salida" o "tensión que pide resolución".

Tónica
I · vi · iii
Estabilidad. Donde la música "descansa" — el punto de partida y llegada.
Subdominante
IV · ii
Movimiento. Se aleja de la tónica sin tensión fuerte — una "salida" suave.
Dominante
V · vii°
Tensión. Pide resolución — el oído espera que vuelva a la tónica.

Una progresión es básicamente un viaje entre estas tres familias: sale de la tónica, pasa por la subdominante, crea tensión en la dominante y resuelve de vuelta. Ese ciclo T → SD → D → T es la columna vertebral de la armonía occidental.

05Cadencias

La cadencia es el "punto final" (o coma) de una frase musical — cómo resuelve, o deliberadamente no resuelve.

V → I
Cadencia auténtica
La resolución más fuerte y concluyente que existe. La dominante tira directo hacia la tónica — el "punto final" clásico.
IV → I
Cadencia plagal
El "Amén" de los himnos religiosos. Más suave que la auténtica, pero sigue sonando como final.
I → V
Semicadencia
Termina en la dominante — suena como una coma, no un punto. Deja al oído esperando continuación.
V → vi
Cadencia de engaño (interrumpida)
El oído espera I, pero la música va a vi. Sorprende y retrasa la resolución — muy usada para prolongar una sección.

06Aplicándolo en Shapeboard

Manos al mástil

Abre Shapeboard, arma la escala mayor de tu tono favorito y ve las tríadas nacer del apilamiento de terceras.

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Guide de théorie

Harmonie fonctionnelle

Comment les notes d'une tonalité se relient entre elles — la base pour comprendre comment elles forment les accords, comment les accords s'utilisent dans les progressions, comment créer les vôtres et reconnaître la musique à l'oreille.

01La gamme majeure est le point de départ

Presque tout dans l'harmonie occidentale naît de la gamme majeure : sept notes choisies parmi les douze existantes, suivant un schéma fixe de distances. En do majeur, ces notes sont les sept touches blanches du piano :

Do
1
2
Mi
3
Fa
4
Sol
5
La
6
Si
7

Cette même gamme sert à deux choses à la fois :

1. Former des mélodies. Une mélodie est une suite de notes jouées l'une après l'autre. Si vous n'utilisez que les notes de la gamme, tout sonne « dans le ton » — cohérent et agréable à l'oreille.

2. Former des accords. Un accord est un ensemble de notes jouées en même temps. Et le plus beau : les accords d'un morceau sortent des mêmes sept notes de la gamme. Mélodie et harmonie viennent de la même source.

Chaque note de la gamme reçoit aussi un numéro — le degré, écrit en chiffre romain (I à VII). C'est le degré, pas le nom de la note, qui compte en théorie : ainsi la même idée fonctionne dans n'importe quelle tonalité.

02Comment se forme une triade

L'accord le plus basique est la triade : trois notes. Pour la construire, on empile des tierces — c'est-à-dire qu'on part d'une note et on saute une note sur deux dans la gamme (une oui, une non).

Formons la triade de Do. On commence sur Do et on saute alternativement :

note de base Do Fondamentale — donne son nom à l'accord
saute le Ré → Mi Tierce — définit si l'accord est majeur ou mineur
saute le Fa → Sol Quinte — donne du corps et de la stabilité

Do + Mi + Sol forment l'accord de Do majeur (C). Remarquez qu'on n'a utilisé que des notes de la gamme et sauté une note sur deux — c'est la règle de l'empilement de tierces.

La distance entre la fondamentale et la tierce décide de l'« ambiance » : si c'est une tierce majeure (plus large), l'accord est majeur et sonne joyeux ; si elle est mineure (plus étroite), l'accord est mineur et sonne triste. Pas besoin de mesurer quoi que ce soit — en construisant la triade avec les seules notes de la gamme, ce résultat vient tout seul.

03Trouver toutes les triades de la gamme

Maintenant l'astuce : appliquez la même règle — empiler deux tierces — en partant de chaque degré de la gamme. Chaque note devient la fondamentale d'une triade, en utilisant toujours uniquement les sept notes de do majeur.

DegréEmpilement de tiercesAccordQualité
IDo–Mi–SolCMajeur
iiRé–Fa–LaDmMineur
iiiMi–Sol–SiEmMineur
IVFa–La–DoFMajeur
VSol–Si–RéGMajeur
viLa–Do–MiAmMineur
vii°Si–Ré–FaBdimDiminué

Cet ensemble de sept accords est le champ harmonique de la tonalité — le « vocabulaire » d'accords qui sonnent bien ensemble, parce qu'ils viennent tous de la même gamme.

Et un schéma apparaît, qui se répète dans n'importe quelle tonalité majeure : les degrés I, IV et V sont majeurs ; ii, iii et vi sont mineurs ; et le vii est diminué. Mémorisez ce schéma et vous saurez construire le champ harmonique de n'importe quelle tonalité — il suffit de transposer.

04Fonctions tonales

Une fois les accords en main, chacun prend un « rôle » dans la musique. Il y a trois familles, et c'est cette fonction — pas la note elle-même — qui crée la sensation de « maison », de « départ » ou de « tension qui appelle une résolution ».

Tonique
I · vi · iii
Stabilité. Là où la musique « se repose » — le point de départ et d'arrivée.
Sous-dominante
IV · ii
Mouvement. S'éloigne de la tonique sans forte tension — un « départ » en douceur.
Dominante
V · vii°
Tension. Appelle une résolution — l'oreille s'attend à un retour vers la tonique.

Une progression est en gros un voyage entre ces trois familles : on quitte la tonique, on passe par la sous-dominante, on crée de la tension à la dominante, puis on résout. Ce cycle T → SD → D → T est l'épine dorsale de l'harmonie occidentale.

05Cadences

La cadence est le « point final » (ou la virgule) d'une phrase musicale — la façon dont elle se résout, ou ne se résout volontairement pas.

V → I
Cadence parfaite
La résolution la plus forte et conclusive qui existe. La dominante tire directement vers la tonique — le « point final » classique.
IV → I
Cadence plagale
L'« Amen » des hymnes religieux. Plus douce que la parfaite, mais sonne tout de même comme une fin.
I → V
Demi-cadence
Se termine sur la dominante — sonne comme une virgule, pas un point. Laisse l'oreille attendre une suite.
V → vi
Cadence rompue
L'oreille s'attend à I, mais la musique va vers vi. Surprend et retarde la résolution — très utilisée pour prolonger une section.

06Application dans Shapeboard

À vous de jouer

Ouvrez Shapeboard, construisez la gamme majeure de votre tonalité préférée et voyez les triades naître de l'empilement de tierces.

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Theorie-Guide

Funktionsharmonik

Wie die Töne einer Tonart zueinander stehen — die Grundlage, um zu verstehen, wie sie Akkorde bilden, wie Akkorde in Progressionen verwendet werden, wie du eigene baust und Musik nach Gehör erkennst.

01Die Dur-Tonleiter ist der Ausgangspunkt

Fast alles in der westlichen Harmonik entsteht aus der Dur-Tonleiter: sieben Töne, ausgewählt aus den zwölf vorhandenen, nach einem festen Abstandsmuster. In C-Dur sind das die sieben weißen Tasten des Klaviers:

C
1
D
2
E
3
F
4
G
5
A
6
H
7

Dieselbe Tonleiter erfüllt zwei Aufgaben zugleich:

1. Sie bildet Melodien. Eine Melodie ist eine Folge von Tönen, die nacheinander gespielt werden. Wenn du nur die Töne der Tonleiter verwendest, klingt alles „tonartrein" — stimmig und angenehm fürs Ohr.

2. Sie bildet Akkorde. Ein Akkord ist eine Gruppe von Tönen, die gleichzeitig gespielt werden. Und das Schöne: die Akkorde eines Songs stammen aus denselben sieben Tönen der Tonleiter. Melodie und Harmonie teilen eine Quelle.

Jeder Ton der Tonleiter erhält außerdem eine Zahl — die Stufe, als römische Ziffer geschrieben (I bis VII). Es ist die Stufe, nicht der Tonname, die in der Theorie zählt: so funktioniert dieselbe Idee in jeder Tonart.

02Wie ein Dreiklang entsteht

Der einfachste Akkord ist der Dreiklang: drei Töne. Um ihn zu bauen, stapeln wir Terzen — das heißt, wir starten auf einem Ton und überspringen innerhalb der Tonleiter jeden zweiten Ton (einen ja, einen nein).

Bauen wir den C-Dreiklang. Wir beginnen auf C und überspringen abwechselnd:

Basiston C Grundton — gibt dem Akkord seinen Namen
D überspringen → E Terz — entscheidet, ob der Akkord Dur oder Moll ist
F überspringen → G Quinte — gibt Körper und Stabilität

C + E + G bilden den C-Dur-Akkord (C). Beachte, dass wir nur Töne der Tonleiter selbst verwendet und jeden zweiten übersprungen haben — das ist die Regel des Terzenstapelns.

Der Abstand zwischen Grundton und Terz bestimmt die „Stimmung": ist es eine große Terz (breiter), ist der Akkord Dur und klingt fröhlich; ist sie klein (enger), ist der Akkord Moll und klingt traurig. Du musst nichts messen — baust du den Dreiklang nur aus Tonleitertönen, ergibt sich das von selbst.

03Alle Dreiklänge der Tonleiter finden

Jetzt der Trick: wende dieselbe Regel an — zwei Terzen stapeln — beginnend auf jeder Stufe der Tonleiter. Jeder Ton wird zum Grundton eines Dreiklangs, immer nur mit den sieben Tönen von C-Dur.

StufeTerzen stapelnAkkordQualität
IC–E–GCDur
iiD–F–ADmMoll
iiiE–G–HEmMoll
IVF–A–CFDur
VG–H–DGDur
viA–C–EAmMoll
vii°H–D–FBdimVermindert

Diese Gruppe von sieben Akkorden ist das diatonische Feld der Tonart — das Akkord-„Vokabular", das gut zusammen klingt, weil alle aus derselben Tonleiter stammen.

Und es zeigt sich ein Muster, das sich in jeder Dur-Tonart wiederholt: die Stufen I, IV und V sind Dur; ii, iii und vi sind Moll; und vii ist vermindert. Merke dir dieses Muster und du kannst das diatonische Feld jeder Tonart bauen — einfach transponieren.

04Tonale Funktionen

Mit den Akkorden in der Hand übernimmt jeder eine „Rolle" in der Musik. Es gibt drei Familien, und es ist diese Funktion — nicht der Ton selbst — die das Gefühl von „Zuhause", „Aufbruch" oder „Spannung, die nach Auflösung verlangt" erzeugt.

Tonika
I · vi · iii
Stabilität. Wo die Musik „ruht" — Ausgangs- und Zielpunkt.
Subdominante
IV · ii
Bewegung. Entfernt sich von der Tonika ohne starke Spannung — ein sanfter „Aufbruch".
Dominante
V · vii°
Spannung. Verlangt nach Auflösung — das Ohr erwartet die Rückkehr zur Tonika.

Eine Progression ist im Grunde eine Reise zwischen diesen drei Familien: weg von der Tonika, über die Subdominante, Spannung bei der Dominante, zurück zur Auflösung. Dieser Zyklus T → SD → D → T ist das Rückgrat der westlichen Harmonik.

05Kadenzen

Eine Kadenz ist der „Punkt" (oder das Komma) einer musikalischen Phrase — wie sie sich auflöst, oder bewusst nicht auflöst.

V → I
Authentische Kadenz
Die stärkste, abschließendste Auflösung überhaupt. Dominante zieht direkt zur Tonika — der klassische „Schlusspunkt".
IV → I
Plagale Kadenz
Die „Amen"-Kadenz aus Kirchenliedern. Sanfter als die authentische, klingt aber dennoch wie ein Ende.
I → V
Halbschluss
Endet auf der Dominante — klingt wie ein Komma, kein Punkt. Lässt das Ohr eine Fortsetzung erwarten.
V → vi
Trugschluss
Das Ohr erwartet I, aber die Musik geht zu vi. Überrascht und verzögert die Auflösung — gern genutzt, um einen Abschnitt zu verlängern.

06Anwendung in Shapeboard

Auf geht's ans Griffbrett

Öffne Shapeboard, baue die Dur-Tonleiter deiner Lieblingstonart und sieh Dreiklänge aus gestapelten Terzen entstehen.

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थ्योरी गाइड

फंक्शनल हार्मनी

एक टोनैलिटी के नोट्स आपस में कैसे जुड़ते हैं — यह समझने की नींव कि वे कॉर्ड कैसे बनाते हैं, कॉर्ड प्रोग्रेशन में कैसे इस्तेमाल होते हैं, आप अपने खुद के कैसे बनाएं और कान से संगीत कैसे पहचानें।

01मेजर स्केल शुरुआती बिंदु है

पश्चिमी हार्मनी में लगभग सब कुछ मेजर स्केल से जन्म लेता है: बारह में से चुने गए सात नोट्स, एक निश्चित दूरी पैटर्न का पालन करते हुए। C मेजर में, ये नोट्स पियानो की सात सफेद कुंजियाँ हैं:

C
1
D
2
E
3
F
4
G
5
A
6
B
7

यही स्केल एक साथ दो काम करता है:

1. धुनें बनाता है। धुन एक के बाद एक बजाए गए नोट्स का क्रम है। अगर आप सिर्फ स्केल के नोट्स इस्तेमाल करें, तो सब कुछ "की के भीतर" लगता है — सुसंगत और कान को भाता हुआ।

2. कॉर्ड बनाता है। कॉर्ड एक साथ बजाए गए नोट्स का समूह है। और सबसे खूबसूरत बात: गाने के कॉर्ड स्केल के उन्हीं सात नोट्स से आते हैं। धुन और हार्मनी एक ही स्रोत से आते हैं।

स्केल के हर नोट को एक संख्या भी मिलती है — डिग्री, रोमन अंक में (I से VII)। थ्योरी में डिग्री मायने रखती है, नोट का नाम नहीं: इस तरह वही विचार किसी भी की में काम करता है।

02ट्रायड कैसे बनता है

सबसे बुनियादी कॉर्ड ट्रायड है: तीन नोट्स। इसे बनाने के लिए, हम थर्ड्स को ढेर करते हैं — यानी एक नोट से शुरू करके स्केल के भीतर हर दूसरा नोट छोड़ते जाते हैं (एक नोट हाँ, एक नहीं)।

चलिए C ट्रायड बनाते हैं। हम C से शुरू करते हैं और बारी-बारी छोड़ते हैं:

आधार नोट C मूल (रूट) — कॉर्ड को नाम देता है
D छोड़ें → E थर्ड — तय करता है कि कॉर्ड मेजर है या माइनर
F छोड़ें → G फिफ्थ — शरीर और स्थिरता देता है

C + E + G मिलकर C मेजर (C) कॉर्ड बनाते हैं। ध्यान दें कि हमने सिर्फ स्केल के नोट्स इस्तेमाल किए और हर दूसरा छोड़ा — यही थर्ड्स ढेर करने का नियम है।

मूल और थर्ड के बीच की दूरी "मूड" तय करती है: अगर यह मेजर थर्ड (चौड़ी) है, तो कॉर्ड मेजर है और खुश लगता है; अगर माइनर (संकरी) है, तो कॉर्ड माइनर है और उदास लगता है। आपको कुछ मापने की ज़रूरत नहीं — सिर्फ स्केल के नोट्स से ट्रायड बनाने पर यह परिणाम अपने आप आ जाता है।

03स्केल के सभी ट्रायड ढूँढना

अब तरकीब: वही नियम — दो थर्ड्स ढेर करना — स्केल की हर डिग्री से शुरू करके लगाएं। हर नोट एक ट्रायड का मूल बन जाता है, हमेशा सिर्फ C मेजर के सात नोट्स का उपयोग करते हुए।

डिग्रीथर्ड्स ढेरकॉर्डक्वालिटी
IC–E–GCमेजर
iiD–F–ADmमाइनर
iiiE–G–BEmमाइनर
IVF–A–CFमेजर
VG–B–DGमेजर
viA–C–EAmमाइनर
vii°B–D–FBdimडिमिनिश्ड

सात कॉर्ड्स का यह समूह टोनैलिटी का डायटॉनिक फील्ड है — कॉर्ड्स की वह "शब्दावली" जो साथ अच्छी लगती है, क्योंकि सब एक ही स्केल से आते हैं।

और एक पैटर्न उभरता है जो किसी भी मेजर की में दोहराता है: डिग्री I, IV और V मेजर हैं; ii, iii और vi माइनर हैं; और vii डिमिनिश्ड है। यह पैटर्न याद कर लें तो किसी भी की का डायटॉनिक फील्ड बना सकते हैं — बस ट्रांसपोज़ करें।

04टोनल फंक्शन्स

कॉर्ड हाथ में आने पर, हर एक संगीत में एक "भूमिका" निभाता है। तीन परिवार हैं, और यही फंक्शन — नोट खुद नहीं — "घर", "प्रस्थान", या "रिज़ॉल्यूशन माँगने वाले टेंशन" का एहसास बनाता है।

टॉनिक
I · vi · iii
स्थिरता। जहाँ संगीत "आराम" करता है — शुरुआत और अंत का बिंदु।
सबडॉमिनेंट
IV · ii
मूवमेंट। बिना तेज़ टेंशन के टॉनिक से दूर जाता है — एक सहज "प्रस्थान"।
डॉमिनेंट
V · vii°
टेंशन। रिज़ॉल्यूशन माँगता है — कान टॉनिक पर वापसी की उम्मीद करता है।

एक प्रोग्रेशन मूल रूप से इन तीन परिवारों के बीच की यात्रा है: टॉनिक से निकलना, सबडॉमिनेंट से गुज़रना, डॉमिनेंट पर टेंशन बनाना, और वापस रिज़ॉल्व करना। यह T → SD → D → T चक्र पश्चिमी हार्मनी की रीढ़ है।

05केडेंस

केडेंस एक संगीत वाक्य का "पूर्ण विराम" (या अल्पविराम) है — यह कैसे रिज़ॉल्व होता है, या जानबूझकर नहीं होता।

V → I
ऑथेंटिक केडेंस
सबसे मज़बूत, सबसे निर्णायक रिज़ॉल्यूशन। डॉमिनेंट सीधे टॉनिक की ओर खींचता है — क्लासिक "पूर्ण विराम"।
IV → I
प्लेगल केडेंस
धार्मिक भजनों का "आमेन" केडेंस। ऑथेंटिक से सॉफ्टर, लेकिन फिर भी अंत जैसा लगता है।
I → V
हाफ केडेंस
डॉमिनेंट पर खत्म होता है — अल्पविराम जैसा लगता है, पूर्ण विराम नहीं। कान को आगे की उम्मीद में छोड़ता है।
V → vi
डिसेप्टिव केडेंस
कान I की उम्मीद करता है, लेकिन संगीत vi पर जाता है। चौंकाता है और रिज़ॉल्यूशन टालता है — किसी सेक्शन को बढ़ाने के लिए खूब इस्तेमाल होता है।

06Shapeboard में लागू करना

चलिए फ्रेटबोर्ड पर हाथ आज़माएं

Shapeboard खोलें, अपनी पसंदीदा की का मेजर स्केल बनाएं, और थर्ड्स ढेर करने से ट्रायड बनते देखें।

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乐理指南

功能和声

一个调性中的音如何相互关联——理解它们如何构成和弦、和弦如何用于进行、如何创作自己的进行以及凭耳朵识别音乐的基础。

01大调音阶是起点

西方和声中几乎一切都源于大调音阶:从十二个音中按固定的距离模式选出的七个音。在 C 大调中,这些音就是钢琴的七个白键:

C
1
D
2
E
3
F
4
G
5
A
6
B
7

同一条音阶同时做两件事

1. 构成旋律。旋律是一个接一个演奏的音的序列。如果你只用音阶里的音,一切听起来就"在调内"——连贯而悦耳。

2. 构成和弦。和弦是同时演奏的一组音。最美妙的是:一首歌的和弦来自音阶相同的七个音。旋律与和声同出一源。

音阶的每个音还有一个数字——级数,用罗马数字表示(I 到 VII)。在乐理中重要的是级数,而不是音名:这样同一个概念在任何调都成立。

02三和弦如何构成

最基本的和弦是三和弦:三个音。要构建它,我们叠加三度——也就是从一个音开始,在音阶内每隔一个音取一个(取一个、跳一个)。

我们来构建 C 三和弦。从 C 开始,交替跳过:

基础音 C 根音——给和弦命名
跳过 D → E 三度音——决定和弦是大还是小
跳过 F → G 五度音——赋予厚度与稳定

C + E + G 构成C 大三和弦(C)。注意我们只用了音阶本身的音,并且每隔一个取一个——这就是叠三度的规则。

根音与三度音之间的距离决定"情绪":若是大三度(较宽),和弦为大三和弦,听起来欢快;若是小三度(较窄),和弦为小三和弦,听起来悲伤。你不用测量任何东西——只用音阶的音构建三和弦,这个结果自然就出来了。

03找出音阶中的所有三和弦

现在是诀窍:从音阶的每一级开始,应用同样的规则——叠加两个三度。每个音都成为一个三和弦的根音,始终只用 C 大调的七个音。

级数叠三度和弦性质
IC–E–GC大三和弦
iiD–F–ADm小三和弦
iiiE–G–BEm小三和弦
IVF–A–CF大三和弦
VG–B–DG大三和弦
viA–C–EAm小三和弦
vii°B–D–FBdim减三和弦

这七个和弦的集合就是该调性的顺阶和弦——和弦"词汇表",因为它们都来自同一条音阶,所以放在一起很和谐。

并且出现了一个在任何大调都重复的规律:I、IV、V 级是大三和弦ii、iii、vi 级是小三和弦vii 级是减三和弦。记住这个规律,你就能构建任何调的顺阶和弦——只需移调。

04调性功能

有了和弦,每个都在音乐中承担一个"角色"。共有三大家族,正是这种功能——而不是音本身——创造出"主场"、"离开"或"渴望解决的张力"的感觉。

主功能
I · vi · iii
稳定。音乐"休息"的地方——起点与终点。
下属功能
IV · ii
运动。在没有强烈张力的情况下远离主音——一种平缓的"离开"。
属功能
V · vii°
张力。渴望被解决——耳朵期待回到主音。

一个和弦进行本质上就是在这三大家族之间的旅程:离开主音,经过下属,在属和弦处积累张力,再解决回归。这个 T → SD → D → T 循环是西方和声的骨架。

05终止式

终止式是一个音乐乐句的"句号"(或逗号)——它如何解决,或刻意不解决。

V → I
正格终止
现有最强、最具结论性的解决方式。属和弦直接拉向主和弦——经典的"句号"。
IV → I
变格终止
赞美诗中的"阿门"终止式。比正格终止更柔和,但仍然给人结束的感觉。
I → V
半终止
结束在属和弦上——听起来像逗号,不是句号。让耳朵期待后续。
V → vi
阻碍终止
耳朵期待 I,但音乐却走向 vi。带来惊喜并推迟解决——常用于延长一个乐段。

06在 Shapeboard 中应用

动手试试吧

打开 Shapeboard,构建你最喜欢调的大调音阶,看三和弦从叠三度中诞生。

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